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19 de agosto de 2010

O DIABO VESTE PRADA



Pode parecer, mas O Diabo Veste Prada não possui tempero exclusivamente fashion, servindo muito bem à todos que querem se divertir com um texto très chic.

Tendo como cenário o universo da moda internacional, comandado por jornalistas e estilistas, o livro trata dos sabores e dissabores de se estar nesse meio, no qual o que você veste determina quem você é, além de ser um prato cheio para discussões acerca do mundo corporativo.

As principais figuras deste badalado evento que é O Diabo Veste Prada são Miranda Priestly, uma odiada, impetuosa e obcecada editora chefe de uma grande revista de moda, e Andrea Sachs, uma jornalista recém formada e brigada com o guarda-roupas que vai trabalhar como sua assistente, “o emprego que milhões de garotas matariam para ter.”

Entre figurinos exclusivos criados por estilistas famosos, usados por quem pode sustentear, editores sedutores e fashionistas ambiciosos, Lauren Weisberger traz no livro uma fatia de sua própria história, período em que trabalhou na Vogue como assistente de uma editora não menos exigente que Miranda.

“’(...) Desça e pegue seus jornais e deixe-os como lhe ensinei. Quando acabar, limpe sua mesa e deixe um copo de Pellegrino no lado esquerdo, com gelo e limão. E verifique se não falta nada em seu banheiro, o.k.? Vá! Ela já está no carro, de modo que deve chegar em menos de dez minutos, dependendo do trânsito’. Quando saí correndo da sala, ouvi Emily discando, sucessivamente, ramais de quatro dígitos e quase gritando: ‘Ela está a caminho. Avise todo mundo.’ Só precisei de três segundos para percorrer o corredor sinuoso e atravessar o departamento de moda, mas já escutei gritos de pânico: ‘Emily disse que ela está a caminho’ e ‘Miranda está chegando!’. (...) Assistentes se puseram a arrumar as roupas freneticamente nas prateleiras das paredes, e editoras dispararam para suas salas, e vi uma mudando seus sapatos de salto baixo para um de saltos finos de dez centímetros, enquanto outra passava batom, rímel e ajustava a alça do sutiã sem nem diminuir a velocidade. (...) tinha dez minutos para me preparar para o primeiro encontro com Miranda, como a sua atual assistente, e não ia estragá-lo.”Pag. 117


Divirta-se com o livro ao som de Labels or Love, Fergie.