Um almoço corporativo é o melhor paralelo para O Segredo de Luísa, o livro de receitas do empreendedorismo (se bem que neste caso o equivalente gastronômico está mais para a sobremesa...).
Elegante, simples e objetivo, como um bom almoço de negócios deve ser, O Segredo de Luiza trata da cultura empreendedora com leveza e maestria, transformando seu autor, Fernando Dolabela, no queridinho dos cursos de graduação e especialização.
As orientações para sobrevivência em um mercado altamente competitivo é muitíssimo bem temperada com a história da jovem Luísa, cujos predicados relacionam-se ao perfil do empreendedor, considerando os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à realização de doces sonhos profissionais.
A estrutura proposta por Dolabela surpreende os que estão acostumados à literatura técnica, oferecendo a alternativa de simplesmente conhecer a história de Luísa ou se aprofundar em temas como marketing, finanças, administração e plano de negócio.
À medida que saboreamos este prato vamos percebendo nossa própria “nutrição empreendedora”, pois aprendemos juntamente com a personagem como desenvolver nosso talento empresarial, mesmo que não tenhamos nenhuma experiência.
Saboroso, dinâmico e lúdico, O Segredo de Luísa é leitura obrigatória para aqueles que pretendem se destacar no mercado, empresários ou não, pois para empreender basta adotar uma postura empreendedora no trabalho.
À esse almoço corporativo ofereço como sobremesa a boa e velha Goiaba Cascão com Queijo Minas, servido na forma de Sorvete. Afinal, empreender também é surpreender.
“(...) para você ter sucesso, para sua idéia ser uma oportunidade de negócio desenhada para você, ela deve se adequar ao seu perfil, à sua pessoa. Para isso, é necessário que, além da viabilidade mercadológica e financeira, toda a atividade envolvida seja compatível com suas características pessoais: sua visão de mundo, seus valores, suas expectativas sobre o negócio, sobre quanto pretende ganhar, em quanto tempo, a qualidade e o ritmo de vida que pretende para si, as renúncias que está disposta a fazer (...)” – Pág. 68
No restaurante toca Seu Jorge, Trabalhador.
